Argentina Volta ao Centro das Relações Internacionais na América Latina

Com o difícil momento que atravessa o Brasil, a Argentina começa torna-se rota de visita de líderes internacionais pela América Latina.

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Já é uma realidade em seus quase dois anos de mandato: Mauricio Macri recebe melhores notícias internacionais do que em seu próprio país. No cenário interno, Cristina Kirchner é candidata ao senado, o desemprego cresce e a inflação não diminui como o esperado terminando o ano na casa dos 25% (contra 40% do ano anterior).

O presidente argentina é aplaudido por países centrais que o agradecem por ter acabado com o isolamento internacional do país sul americano, intensificado principalmente nos últimos anos de governo Kirchner.

No último domingo, dia 9 de julho, o presidente celebrou os 201 anos da independência da Argentina em Hamburgo na Alemanha onde esteve para a reunião do G-20, encontro entres as 20 principais economias do mundo.

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A Argentina volta a ser importante peça no tabuleiro internacional, mas não somente pelas políticas de abertura de seu presidente somadas a curiosidade de líderes internacionais com o ressurgimento do vizinho brasileiro.

Um dos principais motivos do país estar sendo preterida como interlocutor dos países do cone sul, é a crise que atravessa o Brasil.

Um exemplo claro foi a visita da chanceler alemã, Angela Merkel, que no mês passado fez um tour por países dois países latino americanos, entretanto não incluiu o Brasil em sua escala, passando por somente Buenos Aires e Cidade do México.

O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, também fará um tour latino-americano e visitará Colômbia, Argentina, Chile e Panamá. O Brasil mais uma vez foi deixado de fora da rota.

Quando a chefe de governo da Alemanha visitou a capital argentina em junho, não teve como único objeto reforçar vínculos e mostrar seu apoio a Macri, porém também preparar a transferência do G-20 que em 2018 vai terá como sede país sede a Argentina.

Macri, no primeiro semestre de 2017, também recebeu a visita do primeiro ministro de Portugal e fez uma visita oficial aos Estados Unidos onde negociou fim de barreiras comerciais a produtos agrícolas argentinos.

“A Argentina já comprovou que o isolamento internacional como um meio de gerar emprego e não funcionou. Apenas aprofundou a pobreza. Nós acreditamos na integração com o mundo”, afirmou Macri. em referência ao kirchnerismo e como resposta a políticas isolacionistas de Trump.

Voltando ao cenário político brasileiro e a incerteza em relação ao futuro político até as eleições de 2018; Sem saber quem estará como presidente em um futuro próximo, líderes internacionais dão boas vindas de volta à Argentina e apostam num cenário de crescimento sob o governo Macri depois de anos fora do cenário central de negociações internacionais.

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