Partido de Macri Esmaga Kirchnerismo e Ganha Como a Primeira Força

Presidente da Argentina celebra vitória da coalizão governista de centro-direita Cambiemos nas eleições legislativas de domingo.

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O presidente da Argentina, Mauricio Macri, obteve nas eleições legislativas um forte elogio à sua administração, liderando a coalizão de partidos “Cambiemos”, essa que conquistou maior número de votos nos mais importantes distritos do país.

Esperando a contagem total de votos, o peronismo está sofrendo uma queda acentuada, enquanto o bloco conservador que levou Macri a liderar a Argentina em dezembro de 2015 é consolidado.

A partir de 10 de dezembro, será a primeira força do Câmara dos Deputados, com 107 assentos de 257 no total, 21 mais do que antes, de acordo com os primeiros dados.

De acordo com os primeiros resultados oficiais, com 99,73% das mesas apuradas, a coalizão Cambiemos foi a grande vitoriosa na cidade de Buenos Aires, com 50,93% dos votos.

Por sua parte, a ex-presidente, Cristina Kirchner foi eleita senadora e poderá se opor ao governo e também ter foro privilegiado, já que ela é investigada em várias causas de corrução.

Cristina, recebeu 37% dos votos na província de Buenos Aires, porém ficou em segundo lugar perdendo para o ex-ministro da educação Esteban Bullrich, recebeu 41,39% de apoio.

Na Câmara dos Deputados, os candidatos de Cambiemos prevalecem com 42,41% dos votos, seguidos de Unidad Ciudadana (36%), 1País (11,35%) e Frente Peronista Justicialista (5,28%).

Além da vitória em Buenos Aires, que é a principal área eleitoral do governo de situação, Macri também ganhou nas províncias mais importantes do país: Mendoza, Córdoba e Santa Fé.

“A Argentina é um país determinado a fazer as coisas certas”

Macri em sua “tradicional dança da vitória”

O presidente, acompanhado por seus apoiadores, valorizou os bons resultados para o seu partido afirmando que “a Argentina é um país determinado a fazer as coisas certas”. “Nós superamos o medo e a resignação. Nós podemos mudar a história para sempre”, disse ele.

O líder coloca a luta contra a pobreza, a corrupção, as mafias e o tráfico de drogas como objetivos em seu programa “porque com eles não há futuro para os argentinos”.

Segundo Macri, o país está crescendo “com transparência e nos integrando no mundo com passos firmes para alcançar um crescimento sustentado que nos permitirá o sonho compartilhado de tirar todos os argentinos da pobreza”.

Cristina Fernández promete “a oposição mais forte”

O ex-presidente da Argentina, que será senadora, disse que a sua nova agrupação política após se recusar a participar das primárias eleitorais dentro de seu partido original, o reduto peronista clássico, Partido Justicialista.

Ela alega que agora encabeçará “uma oposição mais forte” para frear os “ajustes” que acusa o governo de Macri de submeter a Argentina.

Na sua opinião, uma força de oposição ao “modelo econômico e social insustentável” do partido no poder, é necessária para levar a Argentina para o “caminho certo”.

Coincidentemente, às vésperas da eleição, a economia começou a dar sinais de reativação depois de 5 anos de recessão ou crescimento zero.