Estádio Luna Park à venda?

Seria o fim da casa de shows mais icônica de Buenos Aires?

70

O Estádio Luna Park, estádio localizado na esquina das Avenidas Madero e Corrientes, declarado Monumento Nacional, já recebeu as maiores estrelas da música e do esporte que passaram por Buenos Aires, dentre elas Pavarotti, Kraftwerk, Queens Of The Stone Age, o próprio Dalai Lama e até mesmo a exibição do episódio final de Avenida Brasil.

É um dos centros culturais mais importantes do país e tem até um livro sobre ele: Luna Park, El estadio del pueblo, el ring del poder.

Nas ruas se escutava o murmuro: O emblemático Luna Park estaria à venda, e os maiores interessados na propriedade o transformariam em uma inversão imobiliária.

Voltando um pouco à sua história, Ernestina Devecchi, dona do prédio e do negócio desde a morte do seu esposo, José Antonio “Pepe” Lectoure, um dos fundadores, foi quem comandou os destinos do estádio até a sua morte, em 2013.

Luna Park em construção

Para contextualizar um pouco mais a importância do mesmo, imaginem-se que desde sua fundação, Luna Park foi cenário de lutas de boxe até os anos 80, logo, dos encontros de Perón e Evita, de atos políticos massivos e até mesmo do casamento de Diego Maradona. E em seus mais de 80 anos de história nunca fechou suas portas.

Diz-se que antes de morrer em 2013, Ernestina deixou determinado por escrito, que o histórico estádio Luna Park ficaria nas mãos, em partes iguais, de Cáritas e da Igreja Católica.

Atualmente, a direção do estádio está nas mãos do Arcebispado da Cidade de Buenos Aires e os comentários sobre a venda do mesmo saíram-se à luz logo da notícia de que empresários estrangeiros fizeram uma oferta pelo prédio (e para deixar a história completinha, boatos dizem que esses empresários estrangeiros seriam de uma entidade religiosa brasileira que ganha cada vez mais espaço no país).

Mas podemos ficar tranquilos! A informação oficial, assegurada por Silvina Rebechi, advogada integrante do departamento legal do Arcebispado de Buenos Aires é de que não existe possibilidade de concretar a negociação pelo fato de que o prédio não está à venda.

Para fechar a história, se diz por aí que o próprio Papa Francisco se encarregou pessoalmente de se comunicar com a Igreja e ordenar a proibição de qualquer tipo de negociação. Tá bom ou quer mais? O Luna Park fica, e eu, pelas dúvidas, vou ali comprar meu ingresso para não perder o próximo show neste marco histórico de Buenos Aires.