Cúpula do Mercosul em Mendoza – Venezuela Foi Tema Central de Discussões

O regime de Nicolás Maduro e a escalada da violência no país caribenho, deixam países membros e associados do Mercosul em alerta

66

Terminou nessa sexta-feira 21 de julho, na cidade argentina de Mendoza, a 50ª cúpula do Mercosul. Estiveram presentes não só o ministro das relações exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, como também o presidente Michel Temer.

Os Estados-membros e associados do Mercosul fizeram na tarde de ontem uma declaração conjunta na qual expressaram sua preocupação com o “aprofundamento da crise política, social e humanitária” na Venezuela.

Nesse sentido, eles fizeram um “apelo urgente para a cessação de toda a violência e a libertação de todos os presos políticos, pedindo o restabelecimento da ordem constitucional, o Estado de Direito e a separação de poderes no âmbito do pleno respeito das garantias constitucionais e dos direitos humanos “.

Vale a pena lembrar que a Venezuela ainda é um membro do Mercosul, entretanto encontra-se com o status de suspenso, sem direito a participar das reuniões nem de voto no bloco.

Há uma corrente dentro dos membros fundadores do bloco (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) que quer expulsar o país caribenho do bloco. Contudo, ações de apaziguamento de medidas tão duras vêm sendo tomadas principalmente por Tabaré Vasquez, presidente o Uruguai, que prefere uma espera no que diz respeito a situação política do país para seguir com a ação de expulsão.

O documento abaixo publicado no perfil do Twitter da chancelaria brasileira pede o fim da violência, a libertação de todos os presos políticos, e qualquer ação que possa dividir ainda mais a sociedade venezuelana.

O temor principal dos estados membros é que a situação do país possa agravar-se ainda mais se o regime de Maduro dê prosseguimento à constituinte no dia 30 de julho próximo, essa que pretende reformar a Carta Magna vigente e que elaborada por seu antecessor e padrinho político, Hugo Chavez em 1999, dissolvendo assim a Assembléia Nacional que é de maioria opositora.

Finalmente, a partir do Mercosul reiteraram “a sua total disponibilidade para acompanhar este processo de diálogo entre os venezuelanos como os atores considerarem mais apropriada.”

A declaração não foi assinado por outros países participantes da cúpula, como Bolívia, Equador e Suriname, os quais possuem afinidades ideológicas com o regime venezuelano.

 

Comentários

comentários