Finlândia vai assessorar Ministério da Educação argentino

Os dois países firmaram um acordo de entendimento em Paris para a cooperação no sistema de educação argentino. A Finlândia é referência absoluta na área.

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O governo argentino assinou um acordo de cooperação com a Finlândia em Paris sobre a educação do país sul-americano. A Finlândia é um país reconhecido mundialmente como modelo no campo.

O país nórdico dará conselhos sobre o formato do sistema educacional, como em novas pedagogias, processos de ensino e formação de professores. É válido lembrar que recentemente aconteceram vários protestos de professores na província de Buenos Aires.

Segundo confirmou o jornal La Nacion junto a fontes do Ministério da Educação local e autoridades do gabinete finlandês, ambas partes selaram um memorando de entendimento no início do mês na capital francesa em um encontro da UNESCO.

Ministro da Educação argentino em reunião com a Ministra da Finlândia. Foto: Ministerio de Educación

“Temos que ter a humildade de observar as boas práticas de outros países, não para copiá-los literalmente, mas para ver se alguns deles podem se adaptar à nossa realidade concreta”, disse Alejandro Finocchiaro, Ministro da Educação.

A relação entre a Argentina e a Finlândia já teve antecedentes na área da educação: grupos de professores argentinos já viajaram ao país nórdico para buscar novas experiências e práticas educativas. Além disso, o ex-ministro da Educação e senador eleito Esteban Bullrich, esteve várias vezes no país quando ele ainda era responsável pela área de Educação de Buenos Aires.

De acordo com a “Seção 2” do documento assinado, as principais áreas de cooperação são:

1 – O formato do sistema educativo, incluindo novas pedagogias, processos de ensino, gestão pedagógica, desenvolvimento curricular, investigação, implementação e evaluação, com o objetivo de promover a educação de qualidade e as práticas educativas em geral;

2 – Desenvolvimento da formação docente. Do mesmo modo, as partes promoverão o intercâmbio de práticas pedagógicas inovadoras e o uso de novas tecnologias no campo da capacitação de professores. Promoverá também a mobilidade de estudantes e professores das instituições entre os dois países;

3 – O fortalecimento de ambientes escolares inclusivos, incluindo políticas de luta contra

4 – O design da educação técnica, tecnológica, profissional e profissional em áreas de interesse mútuo, com o objetivo de promover a inclusão de jovens no trabalho;

5 – Fortalecer as relações entre instituições de ensino superior e instituições similares das Partes, de acordo com suas respectivas legislações;

6 – A troca de informações e experiências em ambientes de aprendizagem digital;

7 – A troca de conhecimentos sobre a promoção e desenvolvimento da educação física curricular e extracurricular;

8 – O projeto e implementação de sistemas de avaliação com o objetivo de obter informações estratégicas para a tomada de decisões e o fortalecimento das instituições educacionais de ambas as Partes e seus respectivos atores.

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Educação na Finlândia: Um sistema modelo

Em 2015, a Finlândia terminou em quinto lugar nos testes PISA (exame comparativo internacional) por trás de Cingapura, Japão, Estônia e Taiwan.

No mesmo ano, o país apareceu em primeiro no ranking de qualidade do Capital Humano do Fórum Econômico Mundial. Esse fórum também classificou os finlandeses como os primeiros quando se tratava de qualificar o ensino primário.

Sistema educacional da Finlândia é um dos melhores do mundo.

A chave para todo esse sucesso é um sistema igualitário de alta qualidade, plena confiança para professores altamente qualificados e um regime flexível dentro e fora das salas de aula.

Na Finlândia, a educação é 100% pública e gratuita. Apesar de ser um país sem grandes desigualdades, ricos e pobres estão comprometidos com uma educação pública de qualidade.

Nos primeiros anos, os alunos têm livros didáticos, uma refeição por dia e transporte sem custo. Após esse período, há um ensino secundário de três anos que termina, de acordo com a vocação do aluno, em alguma prática.

Todos os graduados das escolas públicas deste país costumam falar cinco línguas. O investimento em educação é mais de 6 pontos do PIB na Finlândia.

Os professores, peças fundamentais na educação de qualquer país, são remunerados de acordo com a sua importância.

Na escola primária, o professor ganha 3123 euros em média. No ensino médio, 3877 euros. Já na universiade, o salário atinge 4241 euros por mês.

Ao contrário de muitos países, é um salário acima da média finlandesa. Não há inspeções, mas há um suporte permanente para trabalhar em atividades para estudantes que incentivem o pensamento criativo e crítico, inovação e colaboração.

 

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