Continua a procura pelo submarino argentino desaparecido

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A Argentina está mobilizada após o desaparecimento do submarino ARA San Juan. Foi perdido o contato com a embarcação desde quarta-feira, 15 de novembro, e depois disso iniciou-se o protocolo de “busca e resgate” dos 44 tripulantes.

Eliana María Krawczyk, primeira oficial submarinista argentina e uma das 44 pessoas no submarino desaparecido ARA San Juan (Foto: Marinha da Argentina/AFP)

Diante disso, Enrique Balbi, porta-voz da Marinha argentina, fez uma conferência de imprensa para se expressar sobre o que aconteceu. Em frente a dezenas de meios de comunicação, ele confirmou que “o esforço de exploração aérea e pesquisa de superfície continua”.

Área de busca do submarino ARA San Juan

Este submarino é movido a diesel e foi construído na Alemanha. No ano de 1985 foi incorporado à Marinha Argentina. Tem 66 metros de comprimento e pode se mover em condições submersas a velocidades de até 25 nós (46 km/h).

Além dos recursos disponibilizados por diferentes países como Brasil, França, Reino Unido e Estados Unidos, foram enviados dois aviões da Guarda Costeira Argentina. No entanto, o porta-voz informou que as condições climáticas estão muito adversas.

A boa notícia é que também foi informado que até o momento “não há problema em termos de oxigênio”. O representante mencionou que a entidade está ajudando e dando apoio aos parentes dos 44 membros da tripulação do submarino que estão na cidade de Mar del Plata.

ARA san juan desaparecido submarino

Segundo a opinião do especialista russo Mijaíl Faléev, chefe do Centro de Estudos Estratégicos do Ministério das Situações de Emergência, o submarino poderia estar preso em uma baía esperando que a tempestade se acalme e a falta de fornecimento de energia está impedindo de se comunicar.

Falando em russos, esses sofreram no ano 2000 um acidente trágico com o submarino orgulho da armada do país. A tragédia acabou com um triste final já que não foi possível resgatar os 23 sobreviventes da tripulação de 116 pessoas.

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